Mediunidade e Sintonia * por Leandro Alves

Mediunidade e Sintonia * por Leandro Alves

Mediunidade e sintonia

 Muitos médiuns se preocupam em desenvolver a mediunidade de incorporação inconsciente. Gostariam de não ver, nem de ouvir, de serem totalmente passivos no uso da mediunidade.

É tão raro esse tipo de mediunidade que pode ser colocada no grupo em extinção.

O médium, assim como todo espírito encarnado, deve buscar a sua evolução, não a inconsciência.

Ser médium consciente e deixar seu guia espiritual trabalhar sem interferir é o “X” da questão. Ver e ouvir como um telespectador que vê o seu programa televisivo sem poder interagir, é fazer o seu dever de casa.

Assim, ele trabalha a humildade, a compreensão, a obediência, a vaidade, entre outras coisas. É dessa forma que ele evolui, pois o que é dito e é feito, é evolução do guia espiritual.

É preciso que o médium se anule, para o guia brilhar em seu trabalho.

Ele tem que procurar o sincronismo energético e vibratório com a sua entidade. Isso não se conquista dentro do terreiro apenas, mas a sua conduta fora dele é que vai ser determinante.

O guia usa, durante o trabalho espiritual, os recursos mentais, físicos e mediúnicos do aparelho para o aconselhamento e alento com o consulente.

Mas por onde flutuaram as ondas mentais do médium durante a semana?  Como usou seu corpo físico? Quais os excessos cometidos? Como ele se comportou com a família, com os colegas, com os subordinados? Como estarão, então, suas condições mediúnicas? Mediunidade é energia!

Se ele teve um comportamento desastroso no decorrer da semana, quer ter sintonia com o espiritual ao iniciar a sessão? A firmeza de cabeça começa uma semana antes da gira.

Médium no terreiro quando guia não incorpora, é porque não está preparado adequadamente. Pode até incorporar, mas não vai dar bons frutos.

Santo Agostinho orienta que ao deitar, devemos repassar todos os atos que fizemos durante o dia e refletir sobre os erros, buscando soluções mais cristãs do que as tomadas impulsivamente.

Leandro Alves

Trajes Inadequados

Trajes Inadequados

Mais uma vez, pedimos a todos que observem, com carinho, os regulamentos do nosso Centro no que diz respeito às roupas que são usadas.

Não é permitida a entrada de pessoas trajando roupas transparentes; shorts; miniblusas; blusas escuras, decotadas e tipo tomara que caia; saias e bermudas curtas.

Por favor, atendam as nossas solicitações a fim de evitar constrangimentos desnecessários.

O Centro é a nossa igreja, a Umbanda é a nossa religião. Vamos respeitá-los!

Com jeito vai… se não, um dia, a casa cai  * por Pedro Fagundes Azevedo

Com jeito vai… se não, um dia, a casa cai * por Pedro Fagundes Azevedo

Sou do tempo das marchinhas carnavalescas que a gente decorava espontaneamente em fevereiro e depois ficavam ecoando o ano inteiro em nossos ouvidos. Com o tempo, passaram a ser substituídas pelos enredos das Escolas de Samba que hoje ninguém entende e ninguém recorda. Lembro-me ainda de um estribilho, de 1979, que dizia “menina vai, com jeito vai, se não um dia a casa cai. Mas, no meio da folia a turma deturpava a letra, que ficava assim: “se não, um dia, as calças caem”. Era o supremo escracho, numa época pautada por padrões de respeito que pouco a pouco foram sendo banalizados por essa moral de cuecas que aí está, trazida principalmente pela televisão.

O fato, porém, é que na atualidade muitas pessoas, ingenuamente, acreditam que a participação nas festas de Momo, tão do agrado dos brasileiros, não tem nada de mal.. E, de fato, não haveria prejuízo maior, se todos pensassem e brincassem num clima sadio, de legitima confraternização. Infelizmente, porém, a realidade é bem diferente. Vejamos, por exemplo, as conclusões a que chegou um grupo de psicólogos que analisou o carnaval, segundo matéria publicada já há algum tempo no Correio Brasiliense, jornal da Capital da República:

“(…) de cada dez casais que caem juntos na folia, sete terminam a noite brigados (cenas de ciúme, intrigas, etc.); que, desses mesmos dez casais, posteriormente, três se transformam em adultério; que de cada dez pessoas (homens e mulheres) no carnaval, pelo menos sete se submetem a coisas que abominam no seu dia-a-dia, como o álcool e outras drogas (…). Concluíram que tudo isto decorre do êxtase atingido na grande festa, quando o símbolo da liberdade, da igualdade, mas também da orgia e da depravação, estimulado pelo álcool leva as pessoas a se comportarem fora de seus padrões normais (…)”.

Um detalhe importante que, provavelmente, eles não sabem, é que no plano invisível a turma do astral inferior também se prepara e vem aos magotes participar dos folguedos carnavalescos. Na psicosfera criada por mentes convulsionadas pela orgia, os espíritos das trevas encontram terreno propício para influenciarem negativamente, fomentando desvios de conduta, paixões grosseiras, agressões de toda a sorte e, ainda, astuciosas ciladas. No livro “Nas Fronteiras da Loucura”, psicografado por Divaldo Pereira Franco, são focalizados vários desses processos obsessivos, sobre pessoas imprevidentes, que pensavam apenas em se divertir no carnaval do Rio. Mostra também o infatigável trabalho dos espíritos do bem, a serviço de Jesus, procurando diminuir o índice de desvarios e de desfechos profundamente infelizes.

Só por essa amostra já dá pra ver como é difícil, para qualquer cristão, passar incólume pelos ambientes momescos. Por maior que seja a sua fé, os riscos de contrariedades e aborrecimentos são muito grandes. Fiquemos, portanto, com o apóstolo Paulo, que dizia “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”. (I Cor. 6,12).

O que é ética?  Aonde me encaixo?

O que é ética? Aonde me encaixo?

Um texto que fala do que todos sabemos, mas é bom ser relembrado.
Se queremos um mundo melhor para filhos, netos e bisnetos, temos de começar consertando a base de sustentação, e esta base somos todos nós com nossos comportamentos, atitudes e exemplos. Se a base tiver consciência certamente irá eleger pessoas melhores.
Não vamos cair nas “facilidades” de transgredir. Vamos nos enxergar ao ler esse texto e refletir para mudar o nosso comportamento.
IDEOLOGIA DA TRAMBICAGEM, UMA VOCAÇÃO BRASILEIRA

Ronaldo Conde Aguiar – Tribuna da Internet – 29.1.2016

É preciso admitir. O brasileiro sofre de vocação do trambique, que é a tradução perfeita dos siameses jeitinho e corrupção. Não me refiro apenas aos corruptos que enxameiam os poderes executivo, legislativo e judiciário. Falo dos pequenos e permanentes trambiqueiros: falo daqueles que furam fila, desrespeitando os que ordeiramente esperam sua vez; falo daqueles que estacionam seus carros nas vagas dos idosos ou dos deficientes físicos; daqueles que avançam o sinal e não respeitam as faixas de pedestres. Falo daqueles que ultrapassam os limites de velocidade, trafegam pelo acostamento e ultrapassam pela direita. Falo daqueles que condenam a corrupção, falam em cidadania, em decência, em caráter, mas que, no fundo, gostariam de pertencer à turma dos trambiqueiros. Falo também dos brasileiros que votam nos políticos envolvidos em processos de improbidade, peculato ou falta de decoro. Falo, enfim, de todos que trambicam – e disso fizeram o seu modo de ser.

Não, não me refiro aos notórios corruptos. Nem da justiça que não os trancafiam no xilindró. Falo daqueles que apoiaram o AI-5, sabiam que havia tortura e morte nos porões da repressão, e hoje fazem cara de paisagem quando se discute se a tortura é passível ou não de anistia. Falo de ex-ministros da ditadura que não se envergonham de falar, em tom de crítica, do “regime autoritário”, confiantes de que o Brasil e os brasileiros não têm memória. Falo das pessoas que usam o celular enquanto dirigem. Falo daqueles que cospem no chão. Falo de todos que são incapazes de um gesto de ternura.

Falo de todos que repetem clichês, como direitos humanos, desenvolvimento sustentável, igualdade, democracia, paz, transparência, mas agem na contramão de tudo que apregoam. Falo daqueles que mantêm os arquivos da ditadura inacessíveis a todos nós. Falo dos professores que não se autorrespeitam e dos estudantes que compram diplomas, agridem professores e se orgulham de nunca ter lido um livro sequer na vida.

E OS OUTROS?

Não, não falo apenas daqueles que fazem jogadas no mercado financeiro. Falo dos magistrados que negam habeas corpus a uma mulher que pixou paredes do Museu de Arte Moderna de São Paulo, mas são rápidos em ordenar a libertação de corruptos e criminosos. Falo dos brasileiros que poluem as praias, provocam incêndios criminosos, são traficantes de animais silvestres, de mulheres, de crianças, de órgãos humanos, de armas e drogas. Falo contra as autoridades brasileiras que estimulam o não saber, a incultura e a ignorância. Falo das autoridades que reduzem os impostos dos automóveis, mas não fazem nada semelhante em relação aos livros e às artes em geral.

O trambique é a fraude das fraudes. O trambique age sorrateiramente, faz parte da cultura brasileira, soma-se à ideologia do “primeiro eu”, do “tirar vantagem em tudo”, da “farinha pouca meu pirão primeiro”, do “depois de mim, o dilúvio”, do “sabe com quem está falando”, do “meu cargo me dá esse direito”, do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. O trambique impregna e mutila o caráter nacional brasileira, age como uma lagarta que rói as folhas das plantas.

Falo, enfim, das elites brasileiras, que deram as costas ao povo brasileiro. Que enxergam no povo uma espécie de carvão, a ser queimado e gasto na produção. Falo das autoridades que dão maus exemplos. Falo dos donos do poder e do poder dos donos. Falo dos embusteiros. Falo daqueles que riem alegremente quando o presidente utiliza palavras chulas e expressões vulgares em meio a discursos que deveriam ser sérios. Falo dos comentaristas políticos de meia tigela, que bajulam o poder. Falo dos analistas econômicos que, em razão da crise, querem o fim das leis trabalhistas, mas nada falam sobre os lucros exorbitantes dos bancos, das grandes empresas e das remessas ilícitas de lucros para o exterior.

SEM PRESTAR CONTAS

Falo dos arrastões, dos políticos que se dizem preocupados com o desemprego, mas recebem verbas ordinárias e extraordinárias – sem a necessidade, comum aos mortais, de prestar contas e devolver o excedente. Falo dos brasileiros que estão conformados com o que fomos, somos e seremos – o país do futuro, do carnaval, do futebol, da cervejinha gelada, do cafezinho requentado, do pão de queijo borrachudo.

Falo, enfim, dos brasileiros que aceitam com resignação a mais vergonhosa das nossas heranças históricas: a consciência da trambicagem.

(artigo enviado pelo comentarista Mário Assis Causanilhas)

Vejo tudo, estou mistificando? * por Elson Dias de Moura

Vejo tudo, estou mistificando? * por Elson Dias de Moura

Vejo tudo! Estou mistificando?

O grande medo de todo médium que inicia sua caminhada na Umbanda é o da incorporação consciente.
Nove entre dez médiuns sentem-se inseguros em suas primeiras incorporações.
É muito comum ouvirmos frases do tipo “Eu vejo tudo, não posso estar em transe”.
A culpa dessa dúvida que assola nossos terreiros é dos próprios dirigentes que não esclarecem aos iniciantes como é esse processo e dos irmãos mais antigos que insistem em dizer que são totalmente inconscientes, talvez para valorizar a sua (deles) mediunidade ou com medo de serem tachados de mistificadores.
Acalmem-se todos! Há muitos anos as entidades deixaram de usar a inconsciência como fator preponderante para o bom trabalho exercido pelo médium.
Muito pelo contrário, hoje sabemos que noventa e cinco por cento dos médiuns são conscientes ou semiconscientes.
A inconsciência completa é muito rara e pouquíssimas vezes revelada, justamente para não causar essa insegurança tão presente em nossa religião.
Pensemos no exemplo da água misturada ao açúcar. Quando adicionamos um ao outro teremos um terceiro liquido inteiramente modificado, mas com ambos os elementos nele.
Assim se processa a incorporação, a mente do médium aliada à energia gerada pela entidade que se aproxima , unem-se em perfeita harmonia e conseguem, utilizando os conhecimentos de ambos, um trabalho mais compacto e correto.
Não se acanhem em dizer que são conscientes, pois a insistência dessa postura pode levá-los a falhas que aí sim, darão margens à suspeitas de mistificação.
Nos primeiros anos da Umbanda havia a necessidade da inconsciência, os médiuns tinham vergonha de entregar-se ao trabalho sem reservas.
Como deixar que um espírito se arrastasse pelo chão falando como criança? Ou ainda sentasse em um banco com um pito na boca?
Eram atitudes que assustariam o aparelho e o levariam a afastar aquela entidade.
Com a evolução constante da lei, todos conhecem perfeitamente as capas fluídicas que nossas entidades usam e não existe mais a necessidade delas esconderem de seus médiuns a forma com que se apresentam.
O cuidado a se tomar nos terreiros cabe aos dirigentes com informação e doutrina abundante para que o velho fantasma da insegurança se afaste de vez de nossas casas.
Axé a todos.

Diferença Lógica entre Religião e Espiritualidade * colaboração Alberto Lúcio

Diferença Lógica entre Religião e Espiritualidade * colaboração Alberto Lúcio

DIFERENÇA LÓGICA ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE
Prof. Dr. Guido Nunes Lopes

A religião não é apenas uma, são centenas…
A espiritualidade é apenas uma.

A religião é para os que dormem…
A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados…
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.

A religião tem um conjunto de regras dogmáticas…
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta…
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.

A religião fala de pecado e de culpa…
A espiritualidade lhe diz: aprenda com o “erro”..

A religião reprime tudo, te faz falso…
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!

A religião não é Deus…
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.

A religião inventa…
A espiritualidade descobre.

A religião não indaga nem questiona…
A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras…
A espiritualidade é Divina, sem regras.

A religião é causa de divisões…
A espiritualidade é causa de união.

A religião lhe busca para que acredite…
A espiritualidade você tem que buscá-la.

A religião segue os preceitos de um livro sagrado…
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo…
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.

A religião faz viver no pensamento…
A espiritualidade faz Viver na Consciência..

A religião se ocupa com fazer…
A espiritualidade se ocupa com Ser.

A religião alimenta o ego…
A espiritualidade nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo…
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.

A religião é adoração…
A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso…
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.

A religião vive no passado e no futuro…
A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória…
A espiritualidade liberta nossa Consciência.

A religião crê na vida eterna…
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte…
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

“Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual…
 Somos seres espirituais passando por uma experiência humana…”