Hoje é Dia de Santo Antônio – Hoje é Dia de Exu na Umbanda – Dia 13 de Junho * por Lara Lanes

Hoje é Dia de Santo Antônio – Hoje é Dia de Exu na Umbanda – Dia 13 de Junho * por Lara Lanes

“Fala em línguas quem está repleto do Espírito Santo. As diversas línguas são o testemunho que devemos dar o favor de Cristo, a saber, humildade, pobreza, paciência e obediência. Quando os outros virem em nós estas virtudes, estaremos nós falando a eles. Nossa linguagem é penetrante quando é nosso agir que fala. Eu vos conjuro, pois, deixai vossa boca emudecer-se e vossas ações fala! Nossa vida está tão cheia de belas palavras e tão vazia de boas obras” (Santo Antõnio)

 

Santo Antônio de Pádua, ou Santo Antônio de Lisboa, porque nasceu na cidade de Lisboa, em Portugal, e desencarnou, em Pádua, na Itália.

Santo que seguiu os passos do Mestre Jesus e exemplificou suas palavras de forma humilde e fiel. Discípulo de São Francisco de Assis abdicou da sua herança e viveu para defender os pobres e deserdados, pregador incansável do Evangelho. Amante da natureza e da solidão. Pode-se observar seus diálogos com a natureza e os animais em seu “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”.

Procurava meditar e orar em lugares afastados, onde não houvesse o barulho das cidades. E, em uma dessas meditações, recebeu a visita do Menino Jesus. Por tal fato, sua imagem o representa com Jesus criança em seus braços. A imagem ainda apresenta lírios brancos, que representam a nobreza e a virtude desse valoroso servidor da Palavra Divina enquanto andou por essa Terra.

Com relação à devoção a Santo Antônio, encontramos no Brasil a tradição de, no dia 13 de junho, distribuir pão, que deve ser guardado nas residências, a fim de assegurar o alimento a todos que nela residem; a devoção mensal no dia 13, a “trezena”; pedidos para encontrar objetos perdidos, da mesma forma que São Longuinho; e as promessas feitas para se conseguir casamentos, além da comemoração das festas juninas, onde se utilizam muitas cantigas que louvam seu nome.

Falando um pouco sobre sua vida, nasceu em Lisboa, no ano de 1192, sendo batizado com o nome de Fernando. Ingressou no mosteiro de São Vicente de Fora dos Agostinianos aos 15 anos de idade, e pelo exemplo dos franciscanos, decidiu trocar seu nome para Antônio, sendo aceito na Ordem Franciscana, no ano de 1208, quando renunciou à herança paterna e seus títulos nobiliários, e recolheu-se no mosteiro de São Vicente, localizado nos arredores da cidade de Lisboa.

Em 1219, ordenou-se sacerdote, permanecendo no eremitério de Montepaulo, na comarca da Romagna, quando teve início a passagem mais significativa de Santo Antônio como pregador da palavra do Evangelho.

Em 1230, com a saúde debilitada, frei Antônio retirou-se para uma localidade perto de Pádua, já com a saúde debilitada pelo exercício constante do apostolado de Jesus, com constantes jejuns e penitências, quando se recolheu El Camposampiero, no convento eremitério de Arcela, perto do castelo de um amigo seu. Em 1231, pregou em Pádua a famosa Quaresma, que é considerada por muitos como o momento de refundação da cidade, com multidões sendo convertidas e realizando prodígios.

Em 13 de junho de 1231, Frei Antônio com a idade de 39 anos, desencarnou. Teve seu corpo sepultado na igreja do convento dos frades menores de Santa Maria de Pádua.

Em maio de 1232, um ano após sua morte, o Papa Gregório IX inscreveu o nome de Antônio no catálogo dos Santos. Em 1946, Pio XIII declarou Santo Antônio Doutor da Igreja, com o Título de “Doutor Evangélico”.

 

Quando não era ouvido pelas pessoas, dirigia-se às aves e aos peixes.

Passava muitos dias em meditação e oração em lugares afastados, longe do barulho e da agitação das cidades.

Enquanto rezava em um desses eremitérios, recebeu a visita do Menino Jesus. Em razão dessa aparição, Santo Antônio é representado carregando o Menino Jesus nos braços..

O lírio, que aparece nos braços ou nos pés, é o símbolo da pureza. A sua mensagem de fé e de amor para com Deus e a sua caridade para com os pobres continuam atuais.

Sal da terra e luz do mundo, Santo Antônio é tão procurado pelas pessoas que se tornou um dos santos mais populares do mundo.

Em sua companhia, procuremos reencontrar o verdadeiro sentido da nossa vida, a fé em Deus, o amor para com os mais pobres e uma esperança inabalável na Divina Providência.

Conhecido, carinhosamente, como Antoninho, Santo Antônio tem fama de casamenteiro. Dizem que as simpatias evocadas em seu nome dão certo.

Santo Antônio sempre foi circundado por uma aura sobrenatural – mesmo em vida já era considerado santo pelos milagres realizados através de suas orações e pedidos em que Deus se manifestou:

– Santo Antônio teve uma infância sem muitas emoções, mas uma passagem foi interessante.

Conta-se que seu pai, Martinho, gostava de ir a uma fazenda que possuía nos arredores de Lisboa. Um dia, levou o filho com ele. Que magnífica colheita aquele ano! Pena, porém, que insaciáveis bandos de pássaros descessem continuamente para bicar os grãos de trigo. Era necessário espantá-los para impedir grave dano à colheita. Martinho tinha de providenciar um guardião. Enquanto procurava um, encarregou o garoto de manter longe os pequenos ladrões. O pai se foi e Fernando permaneceu correndo de cá para lá no campo. Em pouco tempo começou a se aborrecer com aquela ocupação. Não muito longe, uma capelinha rústica o convidava à oração. Mas o pai o mandava enxotar os passarinhos: não podia desobedecer. Depois de um átimo de incerteza, gritou aos pássaros, convidando-os a segui-lo para dentro de uma sala da fazenda. Aqueles, obedientes, nela entraram chilreando. Quando todos estavam dentro, Fernando fechou as janelas e as portas, e foi tranqüilamente fazer sua visita ao Senhor. Já entardecia quando o pai, retornando, veio procurá-lo. Andou pelo campo, chamando-o cá e lá, mas não encontrou ninguém. Preocupado, dirigiu-se à capela e o descobriu, todo absorto na prece. Fernando se assustou um tanto, mas tomou o pai pelas mãos e o conduziu ao salão repleto dos vôos e dos cantos dos graciosos prisioneiros. Abriu a porta e, a um sinal seu, os pássaros, em bando, retornaram os livres caminhos do espaço.

Na Umbanda, Santo Antônio é considerado Santo de Exu. É também conhecido como Santo Antônio de Pemba, de Batalha.

Esse fato remonta à época da escravidão quando os escravos deveriam orar e professar a crença nas capelas erigidas nas fazendas dos donos de engenho e, para preservarem seu culto ancestral aos orixás, adotaram os santos para com eles sincretizarem, em virtude de suas semelhanças.

Quando os escravos adotaram Santo Antônio de Lisboa por Santo Antônio de Pemba como Exu, fizeram-no por diversos motivos. O primeiro porque tinham que acompanhar o credo católico; o segundo para ludibriar a boa fé dos senhores das fazendas, pois proibiam que os mesmos professassem o seu culto africano; e o terceiro porque faziam suas festas com fogo, como fogueiras, etc., e o dono do fogo é Exu.

Santo Antônio sempre foi considerado como mensageiro do Evangelho de Jesus, e segundo a tradição que persiste no tempo, nos guia os passos no bom caminho. Por isso, atua também com Exu, agente, guardião e senhor do destino e dos caminhos dos indivíduos.

site: genuinaumbanda.com.br

Xangô – o Senhor do Fogo Oculto

Xangô – o Senhor do Fogo Oculto

Uma lição sobre Xangô

Certa noite no final de um trabalho de gira de desenvolvimento, o Caboclo Arranca Toco riscou no chão o ponto de um caboclo da linha de Xangô conhecido por nós como Caboclo Treme Terra e dentro desse ponto colocou uma pedra.
Nessa ocasião, informou a todos da corrente que aquela noite seria a noite da justiça, que ele iria pedir ao seu irmão da linha de Xangô, que intercedesse por todos nós no sentido de buscar a justiça contra todos aqueles que haviam nos traído.Para fazer o pedido, era simples, qualquer médium poderia se dirigir ao ponto, segurar a pedra nas mãos e mentalmente pedir a Xangô a justiça sobre o que se julgava injustiçado.Perguntou então a corrente, quem gostaria de ser o primeiro a pedir justiça. Os médiuns mais velhos, conhecedores do rígido caráter do Caboclo Arranca Toco, ficaram quietos em seus lugares, porque sabiam que vinha desse episódio um grande puxão de orelha.
Uma das iniciantes que não o conhecia bem, disse ao caboclo:

– Eu quero ser a primeira!

Dirigiu-se ao ponto e quando ia tocar na pedra, o caboclo segurou sua mão impedindo que ela tocasse na pedra e lhe disse o seguinte:

– Filha, se você tocar nessa pedra, você estará traçando o seu infortúnio futuro!
O caboclo nos deu a lição de que não existe a necessidade de pedir justiça a Xangô, Ele a fará mesmo que você não peça. Explicou ainda que todos que pedem por justiça, na realidade querem a vingança. Se desejam a punição do próximo, é porque alimentam prazer pela possibilidade do castigo que será aplicado em outra pessoa.O passado não pode mais ser mudado, se algo ruim aconteceu no passado envolvendo você e outras pessoas, tenha certeza que todos desejariam voltar no tempo e corrigir os seus erros. Isso, porém, não pode ser feito. Desta forma, perdoe as ofensas e as traições. Se você é realmente umbandista, você tem a obrigação moral de perdoar qualquer ofensa.Você foi traído, foi injustiçado, foi roubado, ou lhe fizeram coisas que o magoaram, esqueça-as; confie em Deus, em Xangô e em seus amigos espirituais, porque eles farão justiça por você.Jamais peça a Xangô a punição de outra pessoa, porque nesse caso você não quer justiça, você quer vingança, sentimento nada típico de um médium ou de um seguidor umbandista. Em relação aos canalhas, exploradores da fé alheia, matreiros e vagabundos da espiritualidade, de Xangô só temos uma coisa a lhes dizer:

– Com o tempo eles irão conhecê-lo e também conhecerão a dureza e a imparcialidade de suas leis, tenham a certeza disso.

Fonte: Núcleo Umbandista São Sebastião

Palestra Doutrinária

Palestra Doutrinária

No próximo dia de 03 de setembro, receberemos em nossa casa a médium Neusa Tamaio, do C. E. Cristófilos, para mais uma palestra. O tema será “Morri, e agora?”.

O evento terá a duração de 45 minutos, começando às 17 horas.

A casa será aberta às 16 horas para anotação dos nomes da assistência; essa anotação para no início da palestra e reinicia depois dela.

Comportamento Ético

Comportamento Ético

 Amanda fazia compras no supermercado movimentado.

Viu que na padaria havia um grande cesto rodeado de pessoas.

Notou que elas olhavam o conteúdo, sorriam e apanhavam pacotes, dirigindo-se aos caixas.

Ao se aproximar, observou uma plaquinha que anunciava pães especiais, com ingredientes pouco comuns e raros.

Ao olhar o preço, percebeu que a etiqueta estava trocada, pois mostrava o nome de um pão comum, de preço bem menor. Alguém havia trocado as etiquetas dos pacotes e aqueles pães especiais estavam sendo vendidos muito abaixo de seu valor.

Amanda chamou um funcionário da padaria. Alertou para a troca, sugerindo que ele recolhesse os pacotes restantes e corrigisse a etiqueta.

Ele arregalou os olhos quando se deu conta do erro e agradeceu. Pegou a cesta, imediatamente, retirando-a do acesso ao público.

Outra cliente, que assistiu a cena, ficou zangada por não ter tido a chance de se beneficiar com o equívoco do funcionário. Olhando fixamente Amanda, sussurrou “Otária”. O que recebeu em troca foi um sorriso amável.

A moça, talvez incomodada pela superioridade moral que aquela senhora emanava, se virou e sumiu por um corredor.

Outra funcionária, atrás do balcão da padaria, estranhou a atitude de Amanda e ficou se perguntando por que ela simplesmente não havia pegado um pacote de pão e ido embora, como tantos clientes haviam feito.

Amanda circulou pelos corredores, terminou suas compras com calma e foi para casa.

No caminho, foi pensando como as pessoas se equivocam acreditando ser válido tirar vantagem do erro de alguém. Com certeza, elas não pensam no quanto podem prejudicar o outro quando acreditam estar se dando bem.

Lembrou-se de quando era jovem e trabalhava num pequeno comércio, em cidade do interior. Cada erro cometido por um funcionário era cobrado dele ou, às vezes, rateado entre todos. Era um alento quando algum cliente devolvia o troco dado a mais, num momento de descuido, ou alertava para um preço equivocado, que fatalmente oneraria os que ali trabalhavam.

Aquilo fazia Amanda acreditar na justiça, na ética e na bondade humana.

Cresceu acreditando que a ética e a justiça deveriam nortear os comportamentos.

Estudou direito, tornou-se advogada, depois juíza. A cada causa analisada, em cada processo e julgamento, buscava ser o mais justa e ética possível. Fora dos tribunais, aplicava os mesmos parâmetros. E foi por isso que ela, uma senhora de ar distinto e nobreza de caráter, deixou uma marca profunda em funcionários e clientes daquele supermercado.

Para os que acreditam na justiça, na ética e na bondade humana, ela foi um incentivo, um alento, um modelo a ser seguido.

*   *   *

Quando os seres humanos se libertarem do egoísmo, da ganância e do orgulho, que arrastam para a corrupção e para comportamentos desonestos, atitudes como a de Amanda serão corriqueiras, normais. Quando alcançarmos esse patamar, estaremos a um passo de viver no paraíso construído por nós mesmos.

 

Redação do Momento Espírita

 

Kaô Kabecile! * por Luciano Nascimento

Kaô Kabecile! * por Luciano Nascimento

Kaô kabecile

 Kaô Kabecile, meu pai Xangô! Me livra das injustiças, meu pai! Afasta de mim as calúnias, maledicências e intrigas. Mas, sobretudo, Xangô, não permita que eu calunie, maldiga ou promova intrigas, porque ser injusto é bem mais danoso para minha evolução espiritual do que ser injustiçado.

Kaô kabecile, meu pai Xangô! Me livra das injustiças, meu pai! Afasta de mim a indiferença, a intolerância e a violência. Mas, sobretudo, Xangô, não permita que eu ignore a dor de meu irmão, nem que meus olhos se fechem ao valor de todo e cada filho de Deus, ou que eu seja como Caim, pois desrespeitar também é matar, é se opor ao mandamento maior: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Kaô kabecile, meu pai Xangô! Me livra das injustiças, meu pai! Me dá sempre a força necessária para enfrentar qualquer sofrimento. Aumenta em mim a fé, a esperança e a caridade; só assim poderei realmente dar testemunho de Sua Justiça e merecerei ser chamado Seu filho. Porque lealdade gera lealdade, atenção desperta atenção, tolerância fomenta tolerância, respeito inspira respeito, e a busca diária de todas essas virtudes é o que nos aproxima da plena execução dos planos de Deus para cada um de nós. Assim seja!

Luciano Nascimento