Jesus e os ensinamentos dos Orixás contidos no Evangelho – OXOSSI

Jesus e os ensinamentos dos Orixás contidos no Evangelho – OXOSSI

Oxossi é o aconselhamento; o poder da palavra em ação, o caçador de almas, o amor pela natureza e pela Criação; a necessidade de saúde espiritual e física; a renovação, a nutrição, a prosperidade em todos os sentidos.

A manifestação dessas virtudes é observada nas seguintes colocações:

  • “Bem-aventurados os aflitos, os mansos, os que são misericordiosos, os que têm puro o coração…”.
  • “Esteja no mundo, mas não seja do mundo”, pois quando Jesus esteve no meio da dor, da miséria humana, do desespero, do materialismo, da traição, da arrogância, não se deixou contaminar.
  • “A boca fala do que está cheio o coração”.
  • “Onde está o vosso coração, aí está o vosso tesouro”.
  • “Amai-vos e instruí-vos”.
  • “Não são os sãos que precisam de médico”.

A chave do conhecimento tem de virar sabedoria. Pela boca entram os alimentos e saem as palavras que, quando harmoniosas, nos trazem equilíbrio e, por conseguinte, saúde.

“Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo”. Devemos viver um dia de cada vez, o momento presente, que é tudo o que necessitamos, pois é imprescindível cumprirmos nossas tarefas diárias com harmonia e gratidão. A gratidão sincera abre as portas para a manifestação de tudo o que se necessita: criatividade, talento, alimentação adequada, moradia, progresso no trabalho, bons relacionamentos etc.

O plano divino opera de forma a colocar em nossa vida as pessoas, os lugares e os objetos que responderão às nossas necessidades. A prosperidade e a abundância fazem parte da nossa existência: basta olhar a natureza à nossa volta, observar o Cosmo e as estrelas. Devemos manter em nossos corações a gratidão a Deus por nossas preces serem ouvidas e nossas necessidades atendidas, pois Ele sabe o que precisamos, por isso dá “a cada um conforme as suas obras”.

É necessário saber pedir, colocar a intenção no que se quer e ter confiança em si mesmo, na própria capacidade de realização. Assim sendo, as ideias surgem para a solução dos problemas.”                                                                                                                        Ramatís

Reformadores de mundo

(ou “Pequeno ensaio irônico sobre a incoerência“)

Luciano Nascimento

Todo mundo conhece alguma versão das muitas histórias de “reformadores do mundo”, aqueles personagens fictícios, em geral muito arrogantes, que por um ou outro motivo resolvem que o mundo está errado e uma reorganização é necessária. Há vários desses reformadores, não só na literatura, mas também na “vida real”. E, muito frequentemente, o desfecho de suas histórias é bem parecido: são ridicularizados por algo bastante trivial, mas que lhes tinha escapado à percepção.

E é mesmo preciso ser bastante tolo para ter a pretensão de querer “reformar” o mundo. Ele é uma criação divina e, como tal, é conforme nos planos de Deus: perfeito. Ainda nos falta muita compreensão sobre o pensar e o agir de Deus, é verdade, mas isso já é outra coisa. Afinal, não entendermos algo não é sinônimo de que exista ali um defeito, muito pelo contrário; é bastante mais provável que, em situações assim, o problema esteja em nós mesmos, não na coisa incompreendida. Em suma, é tolice querer aperfeiçoar o que já é perfeito. Tudo à nossa volta funciona bem, basta buscarmos compreender seu funcionamento.

Existe sim, mesmo em meio à perfeição (e sem querer aperfeiçoá-la, o que seria ridículo, evidentemente), o que pode ser, digamos, “otimizado”. Percebam: a coisa toda já é muito boa, mas pode se tornar “ótima”. Nisso vale a pena pensar. Até porque, se somos feitos “à imagem e semelhança de Deus”, é natural que entre nós exista quem seja inteligente o suficiente para colaborar com o trabalho do Pai de forma mais direta…

Um exemplo claro de algo a ser otimizado é a configuração dos nossos ouvidos; há neles um pequeno problema de interface e, sem dúvida, o “Grande Projetista” ainda espera de nós alguma ajuda em relação a isso. A questão é simples: falta aos nossos ouvidos algum sistema de proteção semelhante às pálpebras, que tanto defendem nossos olhos das violências cotidianas – não só as estéticas, mas também as morais. Nossos ouvidos sofrem por não terem nada que os guarde das atrocidades sonoras a que somos expostos no dia a dia. Vejamos.

É bem comum nos vermos sujeitos aos mais escabrosos xingamentos, ofensas e agressões que cada vez mais pessoas dirigem umas às outras em locais públicos, sem o menor pudor. Na condução, no condomínio, no trabalho… em qualquer lugar, enfim, os “palavrões”, a mentira e a maledicência invadem nossos ouvidos sem aviso prévio, levando-nos, muitas vezes, a comungar de sentimentos e pensamentos indesejáveis e nocivos à nossa própria vida material e, pior, à nossa evolução espiritual. Se pudéssemos fechar nossos ouvidos como fazemos tão facilmente com nossos olhos, o problema seria muito menor. O mesmo valeria para as intermináveis musiquinhas dos serviços de teleatendimento, as buzinas no trânsito engarrafado, os sons da festa madrugada adentro na casa do vizinho inconveniente, e até para aquelas chatíssimas DR’s (discussões de relacionamento) que tanto aborrecem a maioria dos casais (para isso, aliás, seria importantíssimo que nossas “pálpebras auriculares” fossem mais discretas que as oculares, ou qualquer simples DR poderia acabar em homicídio). Controlando o que ouvir, seríamos mais imunes à propaganda comercial (que frequentemente nos leva a comprar o que não precisamos) e à político-eleitoral (que nos engana e faz até defendermos nossos algozes mais terríveis).

Seria ótimo, enfim, podermos desde sempre fechar nossos ouvidos, discreta ou ostensivamente, a nosso bel prazer. Imagine só: na adolescência, quando os pais costumam ter a mania de fazer aqueles discursos longuíssimos, chatíssimos, termos a opção de só ouvir a quem de fato entenda nossas necessidades, nossos sonhos (ou seja: outro adolescente). A mesma coisa em relação à escola: seria maravilhoso (mais que ótimo!) se pudéssemos optar por simplesmente não ouvir as aulas de que não gostássemos (em geral, as de Português, cujos professores são sempre uns chatos!). Enfim: não seríamos obrigados a ouvir absolutamente nada que de antemão não nos interessasse; cada um adotaria como eterna e verdadeiramente seus os padrões de comportamento e as crenças com que simpatizasse em primeiro lugar, e neglicenciaria todos os demais. É lógico: para que se expor ao desconforto de ouvir diferentes pontos de vista?

Fazer (e manter) amizades seria muito mais fácil, porque cada um só se aproximaria (pela segunda vez, pelo menos) de quem pensasse e falasse coisas agradáveis aos seus ouvidos. Ninguém perderia tempo falando com quem não lhe quisesse ouvir. Isso, sim, seria ótimo!

Haverá, é claro!, quem, ao ler este texto, vai dizer que, com pálpebras auriculares, muitos de nós perderiam a oportunidade de eventualmente mudar de ideia, de vez ou outra rever seus próprios conceitos, de aprender coisas novas aqui e ali, de de repente se reconhecer também um ser passível de erros… Mas isso, logicamente, é coisa de gente burra e covarde. Porque quem é inteligente pra valer confia no próprio taco e não liga pra essas bobagens. Todo mundo sabe que toda vez que alguém pensa alguma coisa realmente nova, grandiosa, toda vez que alguém tem uma ideia boa de verdade, aparece sempre um monte de gente pra falar besteira, pra desestimular, colocar pra baixo. É a inveja! E não se pode dar ouvidos a gente assim!

É preciso saber escolher quem e o que ouvir: esse é o segredo do sucesso e só assim dá pra dar uma ajudinha pra Deus e fazer o mundo todo ficar certo, perfeito, e mais, realmente ótimo: todo do nosso jeito.

A fé no recomeço

A fé no recomeço

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.” Jesus (João 14:1)

Eis que surge um Novo Ano, trazendo novas esperanças, novos sonhos!

Desejos de alcançar novas metas; metas que serão alcançadas se houver determinação e vontade.

Provavelmente, haverá perdas, dificuldades, lágrimas, mas a fé nos sustentará, e com ela venceremos.

Aproveitemos esse início de ano para meditarmos no que não deu certo em nossa vida. Aonde foi que nos descuidamos efetivamente do nosso propósito, para agora recomeçarmos mais fortalecidos, mais determinados.

Observemos se a Espiritualidade Maior não permitiu que as metas se realizassem porque não estavam em nosso caminho. É provável que algo melhor esteja para acontecer.

Não nos esqueçamos que o sol sempre surge, depois de uma noite escura, derramando sua energia, seu calor, dissipando os medos de todos nós!

Esse é o ano do Galo! O ano do Despertar!

Despertar para a vida!

Despertar para o recomeço!

Despertar para o amor!

Um belo ano para todos, com saúde, paz e verdade interior. Que o nosso conhecimento se transforme em sabedoria. E que Jesus nos conduza para o reencontro com a Divindade Maior.