Sara Kali – A Senhora dos ciganos

Sara Kali – A Senhora dos ciganos

Santa Sara Kali é a orientadora dos ciganos para o bom andamento das missões espirituais. A origem do nome “Sara é do hebraico “Sarah”, e significa princesa, filha de rei, rainha ou soberana. A imagem de Santa Sara fica na cripta da igreja de Saint Michel, na França, onde estariam depositados seus ossos. Algumas fontes falam que ela foi canonizada em 1712, outras informam que é uma santa regional. Sua festa é celebrada nos dias 24 e 25 de maio, reunindo ciganos de todo o mundo.

Sua imagem é coberta de lenços. Sendo ela uma protetora da maternidade, mulheres (romi) que não conseguem engravidar e mulheres que pedem por um bom parto, ao terem seus pedidos atendidos, depositam aos seus pés um lenço (diklô). Por isso centenas deles se acumulam aos seus pés.

As pessoas fazem todo tipo de pedido para Santa Sara, por sua fama de atender a todos os que depositam verdadeira fé nela. Santa Sara é a santa dos desesperados, dos ofendidos e dos desamparados.

Os Ciganos na Umbanda, espíritos desencarnados de homens e mulheres que pertenceram ao povo cigano, trabalham na vibração dessa santa. Cheios de simpatias espirituais, os espíritos ciganos trabalham para a cura de doenças espirituais. Eles, em geral, têm seus rituais específicos e cultuam muito a natureza, os astros e os ancestrais. Trabalham também para o progresso financeiro e para as causas amorosas. Dentro da Umbanda, seus fundamentos são simples, não possuindo assentamentos ou ferramentas para centralização da força espiritual. São cultuados em geral com imagens bem simples, com taças com vinho ou com água, doces finos e frutas solares. Trabalham também com as energias do Oriente, com cristais, incensos, pedras energéticas, com as cores, com os quatro sagrados elementos da natureza e se utilizam exclusivamente de magia branca natural, como banhos e chás elaborados exclusivamente com ervas. Diferentemente do que pensamos e aprendemos, raramente são incorporadas, preferindo trabalhar “encostadas” e são entidades que trabalham exclusivamente para o bem.

No Rio de Janeiro a Paróquia de Santa Sara Kali e São Jorge fica na Rua Samuel das Neves, 865 – Pechincha, Rio de Janeiro – RJ.

telefone: 97174-4627 (para confirmar o horário de funcionamento da igreja)

Gruta de Santa Sara na Av. Francisco Bering, 181 – Ipanema, Rio de Janeiro (novena todo dia 24 e festa no dia 24 de maio)

Aniversariantes de maio

Aniversariantes de maio

Desejamos a todos muito axé e que trabalhem sempre pela sua evolução espiritual e moral. Luz e paz nos caminhos por onde passarem. Que seja um ano de prosperidade com as bênçãos de Oxalá!

Romy Boing (06), Eduardo Baihense (08), Deise Barreto (09), Mª Eduarda (16), Patrícia Amorim e Ana Lúcia (22), Miguel Ribeiro e Maureni Oliveira (25), Marisa Vasconcelos (29), Wanderley Cruz (31).

13 de maio

13 de maio

Salve, Nossa Senhora!

Meus fío,

Preto véio agradece de coração a homenagem que suncês faz no dia de hoje, dia em que, há muito anos, uma mulher branca assinou a lei que dizia que dava fim ao sofrimento de muitos muitos pretos cativos como eu. Mas véio precisa lembra pra suncês uma coisa que não é tão boa, mas que num pode fica esquecida nesse dia de homenagem, porque dia de festa, pra ser completo, tem deixar lembrança boa, e lembrança boa é aquela que deixa ensinamento.

Suncês, meus fío, vem no centro de umbanda no dia de gira de preto véio, senta na frente do médium incorporado e fica tentando enxergar um preto véio, né mermo? Quer reconhecer um gesto, uma palavra, uma expressão diferente no rosto do médium. Às vez o médium é branco que nem uma cera, mas fío senta na frente dele e fica querendo ver um preto véio ali. Fío quer ver o que os olhos num pode enxergar. Isso num é bom. Porque o preto véio que tá ali incorporado no médium é um espírito que só assumiu a forma de preto e de véio porque quis, porque achou que assim ia aprender mais e ia ajudar mais o médium na evolução dele. Mas espírito num tem forma, fío. Esquece isso.

Em vez de ficar tentando enxergar o que os olhos num pode ver, os fío devia era aprender a ver os irmão do lado, os irmão na rua pedindo comida, os irmão sem casa, os irmão usando aquelas porcaria de fumá que tá matando tanta gente! Sabe por que, fío?

Porque vir na gira, se ajoelhá na frente do preto véio é muito bonito, mas não adianta abrir os olhos e os ouvido pro pretovéio que já morreu e, na rua, no caminho pro trabalho, no caminho de volta pra casa, ou indo prum passeio não enxergar o monte de preto véio, preto novo, preto criança, preto, preto, preto na rua, escravo da ignorância, da miséria, do vício… É muita gente, meus fío!

Tem gente branca também? Tem, tem sim. Mas a maioria das pessoa que se vê por aí, jogado na rua, é tudo preto, meus fío. É só olhar! E isso ainda é por causa dos tempo de cativeiro, meus fío. É sim!

Aquela mulher branca assinou o papel, mas se engana quem pensa que ele veio libertar os preto. Veio não! Ele veio foi fazer os preto ser tudo tratado que nem lixo! É isso: que nem lixo! Antes, quando eles era cativo, os preto e as preta era tratado que nem bicho. Depois que a princesa Isabel assinou o papel lá, naquele dia que nem o de hoje, os preto deixô de ser bicho pra ser lixo.

E vê se num é que nem lixo que essas pessoa que mora na rua são tratado, meus fío! Eles num toma banho, num tem muda de roupa, come o que encontra, pega chuva, pega sol, sente frio. Quando vem a doença, o vício, aí mesmo é que é tratado que nem lixo: é descartado, todo mundo evita, quer longe. Aí eles vive jogado nos canto de calçada, misturado com tudo que é porcaria.

Isso é vida de gente, meus fío? Né não. E fío de umbanda pode fingir que num vê isso? Num pode. Num pode. Fío tem que abrir os olho pra essas coisa, tem que enxergar esses irmão preto que ainda vive em cativeiro nessa terra e tem que lutar pra acabar com a escravidão deles também. E dos branco cativo também, claro. Fío de banda num pode se acostumar com cativeiro nenhum, de ninguém: preto, branco, homem, mulher, criança. Ninguém merece viver cativo

Num adianta fío vim na gira de preto véio pra tentar ver e ouvir quem morreu cativo, e sair da gira agindo como feitor: mantendo o irmão cativo, sofrendo, sem chance de fugir das corrente que aprisiona ele e, muitas vez ele nem sabe, nem vê.

Colaboração Luciano Nascimento

 

“Fazenda velha cumeeira arriou

Levanta negro cativeiro acabou

E negro soubesse o talento que ele tem

Não aturava desaforo de ninguém.”

Reunião de Mesa

Nosso próximo encontro será no Templo Cigano, no dia 03 de maio, às 19 horas, com a reunião de mesa dirigida pelo Caboclo Sete Estrelas.

Estudo do Evangelho, passe e água fluidificada.

Rua Capitão Abdala Chama, 341 – casa 23 – Benfica

(à direita da Rua Francisco Manoel. Entre o Instituto de Biologia do Exército e o Hosp. Central do Exército)