Gira de Exu

O nosso próximo encontro será em Benfica, na Rua Boituva, 117, sábado, dia 24, às 17 horas, com a gira de Exu.

Lembramos que não é permitida a permanência, nessa gira, de criança com menos de 12 anos.

Pedimos que não vistam roupas escuras, curtas e decotadas.

Palestra doutrinária

Palestra doutrinária

No próximo dia de 10 de junho, receberemos em nossa casa a médium Neusa Tamaio, do C. E. Cristófilos, para mais uma palestra.

O evento terá a duração de 45 minutos, começando às 17 horas.

A casa será aberta às 16 horas para anotação dos nomes da assistência; essa anotação para no início da palestra e reinicia depois dela.

Tema: Sete passos contra o mal olhado.

Sessão de Mesa

Nosso próximo encontro será no Templo Cigano, no dia 07 de junho, às 19 horas, com a reunião de mesa dirigida pelo Caboclo Sete Estrelas.

Estudo do Evangelho, passe e água fluidificada.

Rua Capitão Abdala Chama, 341 – casa 23 – Benfica

(à direita da Rua Francisco Manoel. Entre o Instituto de Biologia do Exército e o Hosp. Central do Exército)

Por que meditar na Umbanda? * por Alexandre Cumino

Por que meditar na Umbanda? * por Alexandre Cumino

Vivemos de forma autômata e condicionada, não estamos por inteiro em nada do que fazemos, por isso não somos conscientes e estamos perdendo boa parte de nossas vidas. Enquanto estamos comendo, por exemplo, não paramos de pensar em outras coisas, não sentimos o que estamos fazendo, não estamos ali de fato. Se estamos trabalhando, lendo, conversando, estudando ou namorando, nossa cabeça não para de pensar, estamos em outro lugar. Somos assim o tempo todo de tal forma que vamos perdendo a consciência da vida. A vida simplesmente passa, nos escapa por entre os dedos.

Em alguns momentos, somos acordados deste sono, por exemplo, quando descobrimos um novo amor ou quando morre alguém que é muito amado. Com um novo amor nos sentimos vivos, com a morte de alguém nos sentimos mortos. Num momento a vida parece ter sentido e no outro perde totalmente o sentido. Bastam alguns dias para tudo voltar ao piloto automático. Alguns se viciam em novos amores, adrenalina e drogas para se sentirem vivos, mas isto também passa a ser um comportamento condicionado. Outros se matam por saber que já estão mortos e não conseguem fazer nada a respeito disso.

Vivemos com medo e insegurança, não sabemos como lidar com nossos sentimentos e expectativas, simplesmente fingimos que não existem, tentamos ser fortes até o ponto em que tudo isso começa a atrapalhar muito uma vida que poderia ser bem mais tranquila. A vida é um espelho, devolve tudo que a gente dá e não muda se a gente não mudar, portanto não adianta continuar culpando os outros pelo que acontece em nossas vidas; é preciso acordar, tomar consciência e conhecer-se.

Somos corpo, mente, espírito e emoções, não basta cuidar apenas do corpo e do espírito. É uma ilusão vir ao templo de Umbanda para incorporar um espírito e voltar para casa achando que isto é suficiente para ter qualidade de vida. Não adianta querer comprar um pedaço do céu com sua “caridade” e viver num inferno, não adianta cobrar a Deus por “fazer o bem sem olhar a quem” se a sua vida continua andando para trás. O que importa não é a ação, mas o sentimento que move a ação. Mais do que conhecer suas intenções, é preciso ter consciência do que faz, de quem você é e da vida que está passando.

Para um bom desenvolvimento mediúnico, é fundamental estar por inteiro, parar de questionar e sentir, se entregar, e para isso é preciso muito treino. Se no dia a dia você não está por inteiro e não está acostumado a sentir a vida, não é naquele momento de desenvolvimento e incorporação que isto vai acontecer. Por conta de todas estas questões e muitas outras, é importante a prática da meditação que visa trazer mais qualidade de vida, cura e consciência de quem somos nós e quais são nossos sentimentos. Por isso a meditação é muito importante, dentro ou fora da Umbanda. O resultado é um desenvolvimento e uma incorporação muito mais tranquila e consciente. Consciente aqui quer dizer estar por inteiro, sentindo cada etapa de seu desenvolvimento, aprendendo a se entregar sem medo.

O que interfere e atrapalha o desenvolvimento não é a consciência e sim a mente desequilibrada que não para de pensar, questionar e julgar. Se conseguir acordar, despertar, estar consciente e por inteiro em tudo que faz, estará por inteiro na incorporação e também na vida.

     Alexandre Cumino

 

Coisa séria – “Eis o Cordeiro de Deus!” * por Luciano Nascimento

Coisa séria – “Eis o Cordeiro de Deus!” * por Luciano Nascimento

“Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1, 29).

Esse versículo – famoso, mas não dos mais citados espontaneamente – talvez seja o que melhor resume o pensamento de Jesus Cristo. Como João Batista anunciou, Ele (Jesus) é o cordeiro, é Aquele que se dá em sacrifício.

Sem dúvida, é uma maneira muito particular de atribuir sentido ao mundo. Para Cristo, o sentido da vida é voltar a Deus Pai, cumprir seus mandamentos à risca (ou seja, é fazer o caminho inverso ao de Adão e Eva, que O desobedeceram). Logo, sacrificar-se é uma forma de “consagração”.

“Consagrar” é separar, retirar algo ou alguém do uso ou do espaço comum e reservá-lo ao sagrado. Assim, o ser consagrado é exclusividade divina; o que é de uso comum é “profano”.

Entretanto, é engano pensar que Jesus, consagrando-se a Deus Pai, sacrificando-se, tenha se distanciado do mundo. Pelo contrário, como o próprio Cristo diz: “Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes” (Mateus 9, 12). Jesus é o médico, veio para os doentes, vive no meio deles.

Uma possível explicação para essa aparente contradição (estar em meio a toda gente e, ainda assim, separar a si mesmo, consagrar-se) é o fato de que todo “sacrifício” é, também, um “sacro ofício”, um “trabalho sagrado”.

E que ofício santo é esse?

É o mesmo Jesus quem responde: “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens” (Mateus 5, 13).

O sacrifício de Cristo é também um convite ao sacro ofício de nos tornarmos “sal da terra”, darmos sabor a ela.

Como?

Praticando a caridade, por exemplo. Afinal, não deve haver ofício mais santo do que o do próprio Filho de Deus: doar-se por amor ao próximo. Ou seja: nós também devemos nos doar de corpo e alma ao bem do outro, devemos ser “altruístas” (“alter” vem do latim, significa “outro”), não “egoístas” (“ego” também vem do latim, e significa “eu”).

Em síntese, sermos “altruístas” é uma forma bastante eficaz de sermos “sal da terra”, logo, de exercermos o “sacro ofício” de nos “consagrarmos” a Deus.

É uma pena que nossa evolução espiritual não se trate apenas de conhecer o significado das palavras e aprender a brincar com elas…

Luciano Nascimento