Reunião Cigana

Reunião Cigana

Nosso próximo encontro será no Templo Cigano com a reunião dirigida pelo Cigano João Limoeiro

Dia 30/05 – 19 horas

Rua Capitão Abdala Chama, 341 – casa 23 – Benfica

(rua à direita da Rua Francisco Manuel. Entre o Hosp. do Exército e Instituto de Biologia)

Gira de Exu

Gira de Exu

O nosso próximo encontro será na gira de Exu, dia 26 de maio, às 17 horas.

Rua Boituva, 117 – Benfica

(Próximo ao Viaduto Ataulfo Alves, na Av. Brasil)

Favor não comparecer com roupas curtas e decotadas.

Pedimos também para desligar o celular, ou colocá-lo no silencioso. Favor não fazer ligação de dentro do Centro.

Crianças com menos de 12 anos não podem participar dessa reunião.

Gira de Preto Velho

Gira de Preto Velho

O nosso próximo encontro será na gira de Preto Velho, dia 12 de maio, às 17 horas.

Rua Boituva, 117 – Benfica

Favor não comparecer com roupas curtas e decotadas.

Pedimos também para desligar o celular, ou colocá-lo no silencioso. Favor não fazer ligação de dentro do Centro.

Essa gira é aberta para crianças.

Reunião Cigana – karma

Reunião Cigana – karma

Nosso próximo encontro será no Templo Cigano com a reunião de karma dirigida pelo Cigano Horácio.

Dia 09/05 – 19 horas

Rua Capitão Abdala Chama, 341 – casa 23 – Benfica

(rua à direita da Rua Francisco Manuel. Entre o Hosp. do Exército e Instituto de Biologia)

Gervão: uma erva brasileira curativa por excelência

Gervão: uma erva brasileira curativa por excelência

É uma planta nativa do Brasil onde cresce em beira de matas e em áreas sob distúrbios, sendo considerada como “planta daninha” quando cresce onde não é desejada. Ocorrem no Brasil outras espécies desse gênero com propriedades e usos mais ou menos semelhantes.

Na Umbanda, o gervão roxo é considerado uma das ervas dos orixás Iansã e Xangô. Pode ser usada como banho de descarrego. As folhas podem ser utilizadas na preparação de banhos ou amacis de cabeça e de guias e as flores podem compor as firmezas de Oxossi.

Amplamente utilizada da medicina tradicional brasileira na forma de chás quentes de suas folhas  e de toda parte aérea. O chá de gervão roxo (500 ml de água e duas colheres de sopa da erva fresca picada ou uma colher se a erva for seca) tem propriedades medicinais, sendo indicado no tratamento de amebíase, afecções renais e gástricas, bronquite, cefaléia, contusão, debilidade orgânica, distúrbio nervoso, eczema, erisipela, ferida, fígado, furúnculo, hepatite, inchaço do baço, inseticida, machucadura, prisão de ventre, rouquidão, resfriado, úlceras, tumores, vitiligo, febres; usada como diurético e emoliente, anti-helmíntico e vermífugo.

Ela é estudada pelos pesquisadores da Fiocruz para o controle da Leishmaniose.

Macerado com sal, o gervão pode ser aplicado sobre furúnculos e abscesso para fazê-los reduzir.

O cozimento de sua raiz é um ótimo cicatrizante, pode ser usado como emplastro sobre feridas abertas, erisipela.

O xarope de gervão é usado no tratamento de tosse, resfriado, rouquidão e outros distúrbios respiratórios.

O uso de chá de gervão é contraindicado para gestantes e mulheres em fase de lactação, além de pacientes com hipotensão arterial devido à sua ação vasodilatadora. Pacientes com alergia à aspirina também não devem fazer consumo desse medicamento natural. É importante que antes de consumir qualquer medicamento natural você consulte um médico especialista.

Fontes:

Plantas medicinais do Brasil, pág. 532 (Lorenzi & Matos)

www.chabeneficios.com.br/cha-de-gervao-roxo

As Ervas Dos Orixás

Desculpe o transtorno: estamos em obras. * por Luciano Nascimento

A obra na cozinha expulsou todas as plantas ornamentais do apartamento de seus lugares de destaque na varanda da sala de estar. Flores, arbustos, bromélias, orquídeas, trepadeiras… todas deixaram suas posições e foram amontoadas na varanda dos fundos, entre frutíferas ainda em crescimento e ervas (de tempero, de santo ebanais).

Que confusão! Tudo tinha sido pensado para que as rosas-míni tivessem o guarda-corpo inteiro só para si e ali se exibissem no bonito cachepô de madeira comprado pelos olhos da cara na loja chique da região mais emergente da cidade. O mesmo com a bromélia, antes soberana na mesinha de apoio entre as cadeiras de vime estofado verde escuro, acostumada a participar das conversas da família, suas levíssimas flores roxas ao vento, dizendo sim ou não conforme as falas dos convivas.

Amontoadas agora. Folhas de umas feridas pelos espinhos de outras; cheiros se misturando e se perdendo na desordem do improviso; flores despetaladas. A cozinha – último estágio da senzala urbana cotidiana – impusera sua vontade a toda a casa: geladeira e microondas ganharam a sala, frente à chacina da televisão e dos sofás, reles cadáveres indigentes cobertos por sacos pretos; louça espalhada por todo canto, nem sempre limpa, já que a pia saíra para um passeio e era o tanque quem estava jogando nas onze.

Três semanas de obra. O aspirador de pó insistia num pedido de licença médica por estafa. Beber água tinha se tornado um esforço desde que o filtro se perdera do encanamento e a fonte mais próxima passou a estar a alguns andares de distância. O colorido do feijão com arroz, ovo frito e salada de tomates já se tornava uma festa para os olhos, ante ao império dos congelados e requentados que teimava em tentar se instaurar. Tempos difíceis…

Neles é que não se pode esquecer: é preciso molhar as plantas.

Porque, dada a proximidade entre elas, a aparente dificuldade de aguá-las na medida certa, cada uma conforme sua própria necessidade, faz enxergar algo novo: ornamentais, frutíferas, trepadeiras, ervas… enfim, todas as plantas parecem neste momento estar mais saudáveis, mais vivas, mais alegres até… Nunca antes tantos botões de rosa ao mesmo tempo. O manjericão e a arruda disputam entre si quem perfuma mais o ambiente, sem se dar conta do alecrim correndo por fora. O maracujá já já beijaria a jabuticabeira, e a ainda pequena cerejeira parece se esticar toda para, brejeira, não perder a cena. Nos flancos esquerdo e direito, as espadas de São Jorge e a comigo-ninguém-pode de repente se agigantam de maneira espetacular, como garantindo que tudo está e permanecerá guardado e em paz.

Olhando a abundância e a beleza do inesperado jardim, deixa de ser tão incômoda a temporária desordem da casa, que a reforma na cozinha provocou. A poeira em breve vai ser limpa e vai cessar; o filtro vai voltar a dar água limpa e gelada; geladeira, microondas e pia tornarão aos seus lugares, assim como a louça (limpa e brilhando); TV e sofá ressuscitarão dos mortos… Só as plantas permanecerão onde estão agora. E certamente outras virão depois para enfeitar a varanda da frente, que não pode ficar nua e órfã para sempre.

Assim também é na vida: não há beleza e abundância que possam surgir naquilo que nos é muito caro (nossa varanda da frente, o coração, onde estão nossos sentimentos mais íntimos), sem que, antes, haja reforma naquilo que é ainda mais interno, mais profundo, mais inescapável e comum a todos nós: nossa alma individual, ligação ancestral e permanente com todos os demais seres humanos, a cozinha onde nossa sobrevivência eterna é temperada, preparada e servida na grande sala de estar da sociedade contemporânea de feicebúquis etc.

Reformar a cozinha de um apartamento de subúrbio pode gerar muita bagunça, mas também pode fazer brotar um bonito jardim. Aceitar reformar a própria alma (reconhecer e livrar-se de velhos vícios, adotar e colocar em evidência virtudes retrô, abandonar sentimentos “Nutella” e reforçar afetos “raiz”) pode ser duro e difícil no começo, mas com certeza um dia vai fazer brilhar uma existência muito mais agradável de se viver.

Em geral reformas dão um trabalhão, mas, se bem pensadas, os resultados costumam ser bons. Pelo menos até que alguma outra obra seja necessária.

Luciano Nascimento